Amor é um vicio.
Socorro...
Sou uma Viciada!
Como falar sobre o que desconheço?
Isso mesmo: desconheço o amor.
Desconheço quando ele se aproxima, desconheço sua cara e forma, desconheço suas fraquezas,
suas razões;
desconheço sua cor, seu valor, desconheço até seu propósito.
Tem prazo o amor?
Eu não sei.
Tem prazo o amor?
Eu não sei.
Tem jeito?
Muito menos.
Se tiver salvação, se tem proteção, se tem perdão, com que intenção?
Disseram-me que ele costuma invadir o peito.
Invade sem bater, sem pedir permissão.
Invade sem escolha, sem opção.
Nos deixa sem ar, sem palavras, sem noção, sem graça,
cegos diante da visão.
Uma doença do coração será?
Talvez uma loucura!
Um vírus pior do que o da dengue,
que sabemos quem transmite e como podemos combatê-lo.
O amor vem de quem?
Será mesmo uma simples flecha a causadora de toda essa confusão?
Qual é o processo de escolha dos cupidos para o seu alvo certeiro?
Ás vezes, tenho até duvidas em relação a essa imagem de cupido,
pelo menos quanto a cor de suas assas.
Seriam brancas mesmo?
Sei lá! Essa sensação de impotência não é legal!
Disseram-me ainda que ele, o AMOR, nos torna dependentes.
Qual é a graça disso?
Sim, porquê além de tudo isso, ele também vicia.
Imagina, ser dependente do que não podemos ver, não podemos escolher e muito menos fugir.
Sendo assim, só nos resta sobreviver à dor desse amor.
Justamente a dor que rima com amor e que no meu entendimento não deveria fazer parte desse
sentimento.
Mas, se é amor...
tem que doer.
Diga-me por favor, quem inventou essas regras?
Que infeliz foi esse, que me deixou cego, sem chão, sem saber ao certo quem sou,
louca de amor?
Confesso... sou uma viciada!
Fui atingida por uma dessas flechas.
Sou uma eterna dependente desse amor que me consome a todo instante.
Estou jurada para morrer de AMOR!
Esse amor que eleva às estrelas e ao mesmo tempo me puxa para o mais profundo abismo.
Constrói-me e me desmonta, me engrandece e me derruba na mesma intensidade.
Leva-me aos extremos com tanta facilidade!
Talvez seja eu, uma pessoa frágil, desesperada.
Talvez eu seja inexperiente.
Quem sabe, o amor, seja um tipo de castigo?
Hum... Castigo. Seria esse o resumo do que estou sentindo?
A explicação para essa ansiedade sem causa, essa aflição absurda,
esse aperto constante no peito e um frio na barriga?
Uma mistura de medo com felicidade indescritível.
Sensação de bem estar alivio quando estou ao lado de quem amo e um vazio
infinito quando esse amor não está aqui.
O mundo pára.
Meu Deus, como seria a minha vida sem o amor?
Só sei que sem ele, eu não saberia lidar comigo mesma.
Continuo desconhecendo esse tal de amor, mas sei exatamente o que é amar e ser amada.
Sou dependente dessa energia que me faz enxergar melhor o mundo e me mostra o verdadeiro
sentindo da vida.
“O amor tem feito coisas que até mesmo Deus duvida.
Já curou desenganados, já fechou tanta ferida.
O amor junta os pedaços quando um coração se quebra, mesmo que seja de aço,
ferro mesmo que seja de pedra.
Fica tão cicatrizado que ninguém diz que é colocado.
Foi assim que fez em mim, foi assim que fez em nós, esse amor iluminado...
Rabiscado por Miss. Back
13/04/2011
sábado, abril 16, 2011
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